Fica na China o maior prédio comercial movido a energia solar do mundo. O empreendimento, conhecido como Altar do Sol e da Lua, possui cinco leques de painéis solares instalados na cobertura, que ocupam uma área de cinco mil m², gerando 95% da energia necessária para o local.
O edifício de 75 mil m² abrigará escritórios, centros de pesquisa científica, salas de reunião e treinamento, um centro de exposições e hotel. Além dos painéis solares, que economizam mais de 30% mais energia do que a meta de economia estipulada pelo governo, a concepção do projeto do prédio também foi ecoeficiente, exigindo apenas 1% da quantidade de aço que foi utilizada na construção do Ninho do Pássaro, um dos estádios olímpicos de Pequim.
Já com relação ao design, segundo o governo chinês, o prédio é inspirado em um relógio de sol e nos caracteres chineses para sol e lua. A cor branca adotada na fachada simboliza energia limpa, além de ajudar a refletir a luz do sol, reduzindo o calor.
Arranha-céu sustentável terá 79 turbinas eólicas para produzir energia entre os andares giratórios.
O primeiro projeto de um arranha-céu em movimento no mundo será construído em Dubai (Emirados Árabes), em seguida, outro será erguido em Moscou (Rússia). O anúncio foi realizado pelo arquiteto italiano David Fisher, que deixou clara a intenção de levar o projeto para outros locais.
O empreendimento de Dubai foi batizado de Dynamic Tower. O movimento giratório de cada andar ocorre de forma independente e será controlado por voz. Ele terá 80 andares e 420 m de altura. Os primeiros 20 andares serão escritórios. Entre o 21° e 35° pavimentos haverá um hotel de luxo. Os demais andares serão destinados à residências com áreas médias de 124 m². Entretanto, os apartamentos dos dez últimos pavimentos, nomeados de Villas, terão 1.200 m² cada, com a vaga do estacionamento dentro da unidade.
Em Dubai, o Dynamic Group, responsável pela obra, prevê a participação de 600 pessoas na fabricação dos pré-moldados e 60 técnicos no canteiro. Se o empreendimento fosse executado de forma tradicional, a empresa afirma que seriam necessários 2 mil trabalhadores.
O segundo Dynamic Tower está planejado para Moscou e já se encontra em fase avançada de projeto. A construtora é a Mirax Group, administrada pelo construtor internacional Sergei Polonsky. A torre em Moscou será menor que a de Dubai, terá 70 andares e 400 m de altura. A área de 110 mil m² receberá escritórios, apartamentos e penthouses. Neste edifício serão investidos mais de US$ 400 milhões.
Pré-moldados
O Dynamic Tower será montado com peças pré-moldadas, que serão fabricadas na Itália e enviadas aos seus destinos. Essas peças chegarão ao canteiro com acabamento e também com sistemas elétricos e hidráulicos. Os segmentos dos pavimentos serão içados até a posição. O arquiteto italiano estima que a industrialização da construção do projeto provoque uma economia de 20%. "Cada andar do edifício pode ser concluído em apenas seis dias", afirma o arquiteto David Fisher.
A sustentabilidade também é um diferencial no projeto, que embute turbinas eólicas para gerar energia entre cada andar giratório. "O edifício é ecológico e o primeiro projetado para gerar a sua própria eletricidade, bem como para outros edifícios nas mediações", explica Fisher. No caso de Dubai, serão 79 turbinas. O arquiteto italiano pretende executar uma terceira torre em Nova York.
O Brasil também tem um edifício com andares que giram, independentemente, para a esquerda e para a direita. Entretanto, o Suíte Vollard, localizado em Curitiba, é menos complexo. Possui apenas 11 pavimentos.
Fonte: Piniweb
Está surgindo uma nova versão do conceito de greenbuilding, “edifício verde”, os novos projetos além de prevêem a geração da própria energia, reutilização da água e reciclagem também geram alimento para seus moradores ou vizinhança.
Recentemente, foi a vez do escritório belga Vincent Callebaut Architectures propor o edifício, ainda não aprovado, Dragonfly Vertical Farm, para a cidade de Nova York.
O empreendimento de 132 pavimentos e 600 metros de altura poderia acomodar 28 setores diferentes para a produção de frutas, vegetais, grãos, carne e leite.
Basicamente a mesma função do empreendimento canadense Harvest Green Project, elaborado pelo escritório Romses Architects, e que venceu a competição "The 2030 Challenge" (em tradução literal, "O Desafio de 2030), criada para premiar as melhores soluções e projetos que diminuam a emissão de carbono na atmosfera.
Seja em Nova York ou no Canadá, a fórmula de criação desses arranha-céus é praticamente a mesma: são edifícios em áreas urbanas, que possuem sistemas de geração de energia solar e/ou eólica e andares divididos em diversas produções agrícolas. A geração da energia própria para o funcionamento do prédio e o cultivo de alimentos para os seus moradores ou vizinhança dariam a esses prédios a característica de autossustentáveis.
O projeto Dragonfly Vertical Farm, por exemplo, foi inspirado nas asas de uma libélula e prevê laboratórios de pesquisa e áreas comuns intercalados entre pomares, hortas e salas de produção. Os espaços entre as "asas" possuem sistemas de energia solar que acumulam e mantêm o ar morno dentro da estrutura durante todo o inverno. Já no verão, os jardins verticais exteriores são capazes de filtrar a água da chuva e reutilizá-la nas plantações.
Já o edifício Harvest Green Project possui a mesma diversidade de plantações do Drangonfly Vertical Farm, porém prevê também a construção de espaços abertos para a criação de animais e aves, além de salas para a reprodução de peixes. Ao invés de fachadas convencionais, com pintura, pastilhas ou vidro, o edifício é todo coberto de vegetação rasteira. Para comercializar a produção da fazenda vertical, os arquitetos do escritório Romses Architects projetaram um supermercado aberto ao público no térreo.
Muitas idéias inovadoras acabam esbarrando em antigos conceitos. Só que quebrar paradigmas tornou-se uma exigência da sociedade atual e, também, do mundo dos negócios.
Apesar de exemplos históricos mostrarem que inovações tecnológicas podem acontecer naturalmente, uma nova tecnologia pode demorar um longo tempo para entrar no mercado. Daí a importância da intervenção do governo, na forma de incentivos, para acelerar o acesso a essas novas soluções.
A interdependência tecnológica prevê que a difusão de uma nova tecnologia requer mudanças complementares em outras partes do sistema. Estas mudanças, geralmente, exigem custosos investimentos como, por exemplo, a substituição de infra-estrutura, a mudança nas habilidades da força de trabalho, nas relações entre consumidores e produtores, no sistema legal, etc. Como resultado, os interesses dos grupos que se beneficiam do sistema tecnológico presente resistem à introdução de novidades incompatíveis com o sistema tecnológico existente.
Vemos nas questões do meio ambiente a urgência de inovações, como as que destacamos abaixo:
1 – GERE ELETRICIDADE E COMA DE GRAÇA
Em Copenhague, Dinamarca, o Crown Plaza Hotel oferece uma chance para quem quer fazer uma boa refeição sem deixar de cuidar do planeta. O hotel disponibiliza bicicletas ligadas a um gerador de eletricidade para os hóspedes voluntários. Cada um deles deve produzir pelo menos 10 Watts/hora de eletricidade, o equivalente a aproximadamente 15 minutos de pedalada para um adulto saudável. Após o exercício, o hóspede recebe um generoso vale-refeição: 26 euros, aproximadamente 60 reais.
2 – ENERGIA QUE VEM DA DANÇA
Andrew Charalambous , dono do Bar Surya, em Londres, refez o chão da pista de dança de seu estabelecimento e o revestiu com placas que, ao serem pressionadas pelos frequentadores do lugar, produzem corrente elétrica. Essa energia é então usada para ajudar na carga elétrica necessária para o funcionamento da casa. Segundo Charalambous, a eletricidade produzida pela nova pista modificada atende a 60% da necessidade energética.
3 – IMPRESSORA LIVRE DE TINTA E PAPEL
Quem disse que uma impressora precisa de tinta ou papel para existir? Conheça a Impressora PrePean. Diferente das convencionais, ela utiliza uma peça térmica para fazer as impressões em folhas plásticas feitas especialmente para isso. Além de serem à prova d’água, elas podem ser facilmente apagadas. É só colocá-las novamente na impressora que, através de outra temperatura, a próxima impressão ficará no lugar da anterior. A mágica faz com que apenas uma dessas folhas possa ser utilizada mil vezes.
4 – TELHADO VERDE
O prédio de cinco andares da Escola de Arte, Design e Comunicação da Universidade Tecnológica de Nanyang, em Cingapura, conta com uma cobertura vegetal e sua forma orgânica se mistura com a natureza onde está inserida. Os telhados revestidos de grama servem como ponto de encontro informal, além de ajudar no equilíbrio térmico do edifício e na absorção da água da chuva.
5 – PIA QUE REUSA ÁGUA
Confeccionada em concreto polido, a pia ‘Jardim Zen’ possui um canal que aproveita a água utilizada na lavagem das mãos para molhar uma planta. O sabão é retirado por um filtro instalado no início do canal, que drena o liquido e só deixa água sem sabão escorrer até a planta. Criada pelo designer Jean-Michel Montreal Gauvreau, a pia pode ter cuba dupla ou simples.
6 – CHUVEIRO QUE REDUZ O TEMPO DO BANHO
O designer Tommaso Colia criou o chuveiro Eco . O equipamento possui círculos concêntricos como tapetes no chão, que vão crescendo enquanto o chuveiro está ligado. Após um tempo, a sensação fica tão incômoda que o usuário é forçado a sair do banho. Com isso, economiza-se água.
7 – INTERRUPTOR ENSINA AS CRIANÇAS A ECONOMIZAR ENERGIA
Tio é o nome do interruptor em forma de fantasma que avisa, através de sutis luzes, o tempo em que a lâmpada está acesa. Até uma hora, a expressão do fantasminha é feliz e a luz do interruptor permanece verde. Se a luz é deixada ligada por mais de quatro horas, ele se assusta e fica amarelo. Já se o morador da casa deixa a luz acesa por mais de oito horas, o fantasma se zanga e fica vermelho. Com o auxílio visual e tátil, espera-se que as crianças tomem consciência do desperdício de energia de uma maneira divertida.
8– GRAMPEADOR SEM GRAMPOS?
Uma empresa decidiu criar o grampeador sem grampos! Em vez dos grampos a que todos estamos acostumados, ele “recorta pequenas tiras de papel e as usa para costurar até cinco folhas de papel juntas”.
Pesquisadores desenvolvem casas que flutuam durante enchentes
A maioria das pessoas já se preocupa com as mudanças climáticas, mas quase ninguém se ocupa delas, tentando antecipar-se a seus efeitos. Uma exceção está em um grupo de pesquisadores da Holanda, um país com alta sensibilidade a qualquer elevação do nível das águas.
A equipe apresentou os primeiros resultados práticos do seu projeto Floatec: "casas anfíbias", que podem flutuar no caso de uma cheia. Não se trata de barcos-casas ou qualquer coisa semelhante. São casas visualmente normais, mas com uma fundação especial que as permite flutuar na ocorrência de uma cheia.
As fundações começaram sendo feitas de múltiplas camadas de uma espuma plástica muito leve, por cima das quais é aplicado o concreto tradicional. A partir daí, a casa inteira é uma casa convencional.
Na ocasião de uma enchente, a camada de plástico faz a casa inteira flutuar, como se fosse um barco, evitando que a água penetre e permitindo que a família permaneça em seu interior.
Ajustes no projeto
O protótipo funcionou bem nos primeiros testes, mas o projeto apresentava limitações de tamanho e peso máximos da casa, que, se não fossem respeitados, fariam com que a casa perdesse a flutuabilidade e afundasse.
O pesquisador Edwin Blom, coordenador do projeto, conta que a solução foi encontrada em uma empresa de nanotecnologia da Espanha, a Acciona Infrastructures, especializada no uso da nanotecnologia para a fabricação de nanocompósitos.
O grupo desenvolveu uma solução de nanocompósitos a partir de EPS (poliestireno expandido). O EPS modificado é inserido entre várias camadas de plástico e concreto, permitindo criar grandes estruturas de suporte, tão grossas quanto necessário para suportar a casa que se deseja construir. Isso solucionou o problema da limitação do tamanho e peso. Outra vantagem foi a redução do custo da casa anfíbia, cuja base flutuante agora custa muito menos do que a solução inicial.
Fonte: Site Inovação Tecnológica
Escritórios sustentáveis tendem a ser mais lucrativos
Muitas empresas já perceberam que a produtividade, e conseqüentemente o lucro, tendem a ser maiores quando as atividades são realizadas em escritórios sustentáveis, que levam em conta o bem-estar dos funcionários.
Ao aumentar a ventilação nas áreas onde as pessoas circulam, por exemplo, a produtividade pode crescer até 15%, segundo algumas estimativas. Nas escolas, a iluminação natural é capaz de aumentar em cerca de 30% a capacidade de aprendizado dos alunos. Também há ganhos na redução de custos, uma vez que os edifícios verdes podem gerar mais energia do que consomem.
Projetos de edifícios verdes são mais caros e complexos, é verdade. Mas aos poucos as companhias estão percebendo que o investimento compensa, especialmente em médio e longo prazos.
As vantagens são óbvias. E com o fenômeno do aquecimento global essa tendência se acelera ainda mais. Cabe lembrar que, atualmente, são necessários diariamente cerca de 40 watts extras de energia elétrica per capita só para aplacar o calor que um executivo sente por ser obrigado a vestir terno e gravata em um dia quente.
Flexibilidade = economia
Os escritórios sustentáveis se caracterizam principalmente pela flexibilidade, tanto em relação à organização dos espaços internos (layout), quanto à liberdade dada aos funcionários para controlar, a seu gosto, variáveis como temperatura e luz.
Muitos edifícios em todo o mundo já incorporam esse tipo de solução. Um exemplo é a unidade da IBM em Paris (França) onde cada empregado pode controlar a quantidade de luz que deseja, a temperatura do ar condicionado e a altura das persianas. Resultado: os funcionários simplesmente amam trabalhar naquele prédio.
No Brasil, a Provecto também já projetou escritórios com esse tipo de tecnologia, que privilegia tanto o conforto dos funcionários, quanto o bolso dos administradores, além de beneficiar o meio ambiente.
A ergonomia tem sido cada vez mais entendida como meio para garantir bons índices de produtividade e valorizar os funcionários. Nesse sentido, os desafios impostos aos arquitetos de interiores, que têm a missão de compatibilizar o conforto dos usuários ao espaço e investimento disponíveis, são enormes. Ainda mais ao levar-se em conta que os ambientes de trabalho estão em franca transformação.
Um estudo do estúdio norte-americano HumanScale, revela que a metragem de espaço disponível nos escritórios tem diminuído. Para se ter uma ideia, desde 1994 caiu cerca de 17% nos Estados Unidos. Paralelo a isso, a força de trabalho está envelhecendo e crescendo em estatura, exigindo que o ambiente de trabalho se adapte a essa nova realidade.
Para dar conta dessa mutação, o mobiliário e os sistemas empregados nos espaços corporativos precisam, acima de tudo, de flexibilidade.
Em palestra realizada em São Paulo, o especialista em ergonomia Jonathan Puleio, diretor do HumanScale, afirmou que tendência aponta para o emprego de dispositivos que permitam, a cada usuário, ajustar as condições ambientais como lhe for mais conveniente. Isso se expressa, por exemplo, em acionamentos para controle de iluminação e de temperatura sobre o posto de trabalho, bem como em ajustes de altura para cadeiras e mesas. O que você acha?
Na Holanda, apenas para citar um exemplo, as mesas de trabalho têm regulagem de altura porque é obrigatório por lei. Aqui no Brasil essa exigência só se aplica a call centers.
Cientistas do mundo todo alertam para a seriedade do aquecimento global. Não é uma possibilidade. Trata-se de um problema real, grave, que ameaça nossas vidas e o futuro dos nossos filhos.
Entretanto, esses mesmos cientistas acreditam que ainda não é demasiado tarde para evitarmos as conseqüências mais severas que atingirão nosso planeta no decorrer deste século – desde que tomemos uma atitude já!
Não são somente os grupos, empresas e instituições os únicos responsáveis pelas melhorias. Cada um de nós pode promover ações individuais simples e que, no entanto, fazem toda a diferença.
Confira a seguir algumas dicas para você praticar e, principalmente, disseminar entre seus vizinhos, conhecidos e amigos:
1 – Tem equipamentos no modo stand-by? Aquela luzinha do aparelho que fica ligada mesmo quando você desliga o aparelho. Desligue-os da tomada! A International Energy Agency estima que aparelhos em stand-by sejam responsáveis por 1% das emissões mundiais de gases de efeito estufa - quase o mesmo de toda a indústria de aviação! Além disso, são responsáveis por grande parte da sua conta de energia. Lâmpadas fluorescentes (também chamadas de lâmpadas frias) podem proporcionar uma redução de até 50% na sua conta de luz no final do mês!
2 – Prefira eletrodomésticos que levem selos “sustentáveis”, como o Energy Star e o Procel. Em uma escala de consumo energético de A a G, prefira aqueles que estão entre A e C. Isso demonstra que aquele aparelho apresenta baixos índices de desperdício de energia.
3 – Recorra a fontes renováveis de energia. Bastante difundida, mas ainda não muito acessível é a energia solar. Seu investimento não demora mais do que alguns anos para retornar. Outra alternativa largamente usada em países europeus é a energia eólica. Trata-se da geração de energia através de correntes de vento.
4 – Prefira carros com motor menos potentes e dê preferência aos modelos a álcool. Além de maior economia de combustível, são menos poluidores.
5 – Rode sempre com os pneus calibrados. Um pneu com a pressão correta reduz sua emissão de carbono em 1kg a cada 100km rodados. Manutenção preventiva, como troca de óleo, filtros de ar e óleo e troca das velas são também boas atitudes.
6 – Estabeleça políticas de rodízio e carona entre amigos e colegas de trabalho que residam perto de você e no seu condomínio. Com isso, o número de carros nas ruas é reduzido e a poluição também.
7 – Dê preferência ao transporte coletivo, como trens, metrô ou ônibus. Se a distância não for grande, prefira o uso da bicicleta ou vá a pé.
8 – Fique atento à procedência de frutas, verduras e legumes. A produção local de alimentos elimina grande parte das emissões geradas pela necessidade de embalagem, armazenagem e transporte. A agricultura tradicional em larga escala depende de equipamentos e transportes que exigem alto consumo de combustível fóssil, como também de fertilizantes à base de nitrogênio. Um grande inimigo do clima é o óxido nitroso, encontrado em adubos e fertilizantes químicos. Estudos indicam que o solo cultivado organicamente aumenta os níveis de retenção de carbono, ao passo que métodos agrícolas tradicionais não fixam carbono no solo.
9 – Dentre as embalagens, prefira as recicláveis. O processo de reciclagem gera uma economia em torno de 80% de energia em relação à produção inicial, além de exigir a metade do volume de água.
10 – Faça captação de água da chuva e tenha uma caixa d’água só para esse fim. Ela pode ser usada para jardins e em vasos sanitários. Lembre-se que a água é um dos recursos naturais que tende a se tornar escasso com o agravamento do aquecimento global.
11 – Adote a política R-R-R: Reduzir, Reutilizar e Reciclar. Em termos domésticos, pode ser aplicado desde vidro de geléia até papeis de rascunho que podem ser mais bem utilizados.
12 – Aumente a vida útil do seu computador atualizando seus componentes. Para cada máquina nova produzida são utilizados cerca de 22kg de plástico e outros 24kg de substâncias tóxicas, como chumbo e bário.
13 – Plante árvores, flores e plantas. Além de proporcionar uma bela decoração para o seu ambiente, as espécies vegetais captam parte do gás carbônico retido na atmosfera.
14 – Incentive a coleta seletiva de lixo. Separe metais, plásticos, vidros, madeira, papel e lixo orgânico. Os aterros sanitários são responsáveis por grandes liberações de metano.
15 – A maior contribuição que você pode dar para combater a mudança climática é alterando seus hábitos de consumo com a prática do consumo sustentável. Procure consumir produtos de fornecedores que respeitam o meio ambiente, e particularmente aqueles produzidos através de processos industriais que procuram reduzir ou compensar os gases de efeitos estufa, exercendo sua cidadania de forma ativa, agindo, dessa forma, como um cidadão global. O consumismo (consumir mais do que necessitamos para a plena realização humana) é a base de toda a degradação socioambiental que estamos assistindo.
16 – Seja solidário! Somente com a SOLIDARIEDADE poderemos vencer os desafios do aquecimento global. A principal idéia a ser disseminada é a de que nossas ações individuais somadas podem fazer uma grande diferença quando concentradas numa única direção.
Por mais que sua contribuição pareça ser muito pequena diante de todos esses desafios, faça a sua parte. Somente através do nosso próprio exemplo poderemos motivar outras pessoas. Saiba que VOCÊ é a parte mais importante neste processo, e tenha consciência de que cada um de nós tem o poder de influenciar outras pessoas.
As coberturas translúcidas iluminadas de marcos arquitetônicos modernos, como Cubo D’ Água, na China, e a Allianz Arena, na Alemanha, têm em comum a utilização do etileno tetrafluoretileno (ETFE), um polímero baseado em fluorcarbono criado nos anos 1970 para atender às necessidades da indústria aeronáutica.
Nos últimos anos, o material passou a ser muito utilizado em projetos arquitetônicos por uma série de razões. Em comparação com o vidro, o ETFE transmite mais luz, é um melhor isolante térmico, é mais leve e tem instalação mais barata. Além disso, este polímero é capaz de suportar cerca de 400 vezes o seu próprio peso, pode ser esticado até três vezes o seu comprimento sem perda da elasticidade e tem uma superfície antiaderente que resiste à sujeira. Para completar, o ETFE é facilmente reparável, é reciclável e durável, não sofrendo danos quando exposto aos raios UV. Um exemplo de sua durabilidade está no Zoológico da cidade de Arnheim (Holanda). No local, desde 1982 uma cobertura de ETFE vem superando as expectativas de desempenho, sem apresentar sinais visíveis de deterioração.
A forma mais tradicional de utilizar o material é com ar insuflado entre dois filmes de polímero formando uma espécie de bolha. Para ajudar na composição arquitetônica, é possível instalar lâmpadas entre as placas, como foi feito no estádio Allianz Arena, em Munique (Alemanha).
Cubo dágua - Pequim (China)
Com a ajuda do etileno tetrafluoretileno, o Centro Aquático Nacional de Pequim é o maior prédio do mundo revestido por uma membrana. Os 100 mil m² de plástico translúcido facilitam a entrada de calor solar no edifício, fazendo com que o custo energético seja reduzido em cerca de 30%.
Projeto Éden – Reino Unido
O Projeto Éden é uma atração turística na Cornualha, Reino Unido, e inclui a maior estufa do mundo.
Dentro dos biomas artificiais estão plantas que são colhidas em todo o mundo. Para a construção das cúpulas geodésicas, os projetistas moldaram lâminas triplas de ETFE em almofadas extremamente fortes, com camadas de ar bombeadas entre elas. O colchão de ar fornece isolamento sem diminuir a quantidade de luz solar que passa através da membrana.
Manter em pé a Floresta Amazônica é essencial não só para a atividade empresarial do setor madeireiro, mas também para assegurar padrões mínimos de qualidade de vida aos brasileiros. Afinal, se substituirmos a floresta por pasto, plantações ou área urbana, os problemas causados pelas mudanças climáticas, como inundações, falta de água e poluição do ar, entre outros, tendem a se agravar.
A atividade madeireira ilegal e predatória, assim como as queimadas e o desmatamento ilegal, têm provocado a destruição da Amazônia. Em menos de 50 anos quase 20% da cobertura florestal da região já desapareceu.
Grande consumidora de madeira tropical, a construção civil precisa se conscientizar de que não somente a qualidade e os custos da madeira são importantes, mas também a sua origem. É preciso adotar políticas de compras responsáveis, restringindo a aquisição de madeira de desmatamento e de fontes ilegais ou desconhecidas. A aquisição de madeira certificada e de fontes controladas é fundamental, pois reduz o risco de quem compra e contribui para a conservação das florestas.
A madeira, acompanhada de provas documentais que garantam sua origem legal e não predatória, se constitui em produto sustentável, natural e oriundo de uma fonte plenamente renovável – a floresta. A madeira pode ser, portanto, uma alternativa ecológica a materiais como metais, plásticos, compostos de cimento e outros, que utilizam como fonte de energia em sua produção a própria madeira e acarretam incomparáveis impactos ambientais. Além disso, quando utilizada na fabricação de bens duráveis, a madeira se constitui em instrumento de fixação de carbono, contribuindo para a redução do aquecimento global.
De onde vem a madeira que você consome?
Estimativas indicam que entre 43% e 80% da produção madeireira amazônica seja ilegal, advinda de áreas desmatadas ou exploradas de forma predatória. Em média, 75% dessa produção é destinada ao mercado interno.
De acordo com a legislação brasileira, o desmatamento florestal deve ser autorizado (autorização de desmate) por um órgão ambiental estadual ou pelo Ibama. A conversão de florestas em áreas abertas somente pode ocorrer se for destinada ao uso sustentável.
O interessado em desmatar deve protocolar uma solicitação juntamente com documentação sobre a propriedade, mapas e estimativa do volume das espécies florestais que serão comercializadas, com base em inventário florestal amostral. Ainda assim o desmatamento não pode ocorrer em toda a propriedade. Na Amazônia Legal, 80% da área total da propriedade deve permanecer com cobertura vegetal original.
Recomendações para sua obra
1. Ao projetar e especificar o tipo da madeira a ser utilizada é importante que sejam consideradas as características das peças, evitando excesso de cortes e emendas. Procure adequar o projeto às peças com medidas de mercado;
2. Para a especificação do tipo da madeira, utilize as espécies mais adequadas ao projeto.
3. Adquira madeira somente de empresas que possam comprovar sua origem através de um plano de manejo aprovado pelo Ibama, com a apresentação de nota fiscal e Documento de Origem Florestal (DOF). Outra opção é adquirir madeira de origem comprovada através de certificação florestal.
4. Não recorra somente a espécies de madeira tradicionais. Busque alternativas entre as madeiras de reflorestamento e entre outras espécies nativas que não estejam sob pressão de exploração.
5. Na obra, procure utilizar as peças de acordo com o projeto, de forma a evitar perda com cortes desnecessários;
6. Verifique a possibilidade de reuso das peças, dando-lhe uma sobrevida maior. Isso significa economia de dinheiro e matéria-prima.
Nas grandes cidades, para cada tonelada de lixo domiciliar são geradas até duas toneladas de entulho de construção
O Estatuto das Cidades, Lei Federal nº 10.257, promulgada em 10/6/2001, determina novas e importantes diretrizes para o desenvolvimento sustentado dos aglomerados urbanos no País. Ele prevê a necessidade de proteção e preservação do meio ambiente natural e construído, com uma justa distribuição dos benefícios e ônus decorrentes da urbanização, exigindo que os municípios adotem políticas setoriais articuladas e sintonizadas com o seu Plano Diretor. Uma dessas políticas setoriais é a que trata da gestão dos resíduos sólidos.
No processo de consolidação urbana que o país atravessa, é compreensível que o esforço dos municípios brasileiros tenha, num primeiro momento, focado o manejo adequado e sustentável dos resíduos domiciliares. Em que pese o quadro de carências que ainda persiste, é inegável o avanço desse segmento, sobretudo nos maiores centros urbanos do país.
Contudo, dados levantados em diversas localidades onde é expressiva a geração dos resíduos da construção civil mostram que esses materiais têm uma participação importante no conjunto dos resíduos produzidos, podendo alcançar a cifra expressiva de até duas toneladas de entulho para cada tonelada de lixo domiciliar. Isso mostra, também, que a ausência de tratamento adequado para tais resíduos está na origem de graves problemas ambientais, sobretudo nas cidades em processo mais dinâmico de expansão ou renovação urbana, o que demonstra a necessidade de avançar, em todos os municípios, em direção à implantação de políticas públicas especificamente voltadas para o gerenciamento desses resíduos.
Nesse contexto, foi aprovada a Resolução nº 307, de 05/07/2002, pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente – CONAMA. Com isso, foram criados instrumentos para avançar no sentido da superação dessa realidade, definindo responsabilidades e deveres e tornando obrigatória em todos os municípios do país e no Distrito Federal a implantação pelo poder púbico local de Planos Integrados de Gerenciamento dos Resíduos da Construção Civil, como forma de eliminar os impactos ambientais decorrentes do descontrole das atividades relacionadas à geração, transporte e destinação desses materiais. A resolução também determina para os geradores a adoção, sempre que possível, de medidas que minimizem a geração de resíduos e sua reutilização ou reciclagem; ou, quando for inviável, que eles sejam reservados de forma segregada para posterior utilização.
A natureza desses resíduos e as características dos agentes envolvidos no seu manejo, por outro lado, requerem que tais políticas sejam dotadas de caráter específico, cabendo ao poder público, nesse caso, uma participação preferencialmente voltada à regulamentação das atividades e aos agentes geradores privados o exercício de suas responsabilidades pelo manejo e destinação dos resíduos gerados em decorrência de sua própria atividade, à luz dessa regulamentação.
Fonte: “Manejo e gestão de resíduos da construção civil”, Tarcísio de Paula Pinto e Juan Luis Rodrigo Gonzáles (coord.).
Estocolmo, a capital da Suécia, foi eleita a primeira Capital Verde Européia em 2010. O título tem o objetivo de distinguir anualmente uma cidade européia pelo seu desempenho ambiental e sensibilizar todos os demais países do continente para iniciativas modelo.
Conhecida como “a Veneza do Norte”, Estocolmo está localizada na costa do Mar Báltico. 10% de sua superfície urbana é água e os muitos lagos e canais são altamente valorizados para fins recreativos. Em 2006, a Câmara Municipal aprovou um plano de proteção das águas. A meta é que até 2015 toda a água em torno da cidade satisfaça os requisitos estipulados pela diretiva europeia da água, sem comprometer o valor recreativo dos recursos hídricos.
Outros números: 95% da população de Estocolmo vive a menos de 300 metros de uma zona verde. Este aspecto aumenta a qualidade de vida dos habitantes e contribui para a purificação da água dos lagos e canais, para a diminuição do ruído, para a captação de CO2 e para o aumento da biodiversidade.
Estocolmo tem pouco menos de 800 mil habitantes, mas com previsão em aumentar rapidamente. A visão holística da Câmara Municipal combina este crescimento com o desenvolvimento sustentável e inclui o objetivo ambicioso de se tornar independente dos combustíveis fósseis até 2050.
A cidade está firmemente decidida a reduzir suas emissões de carbono. A quantidade de gases do efeito de estufa emitida por habitante vem diminuindo em 25% desde 1990 e é 50% inferior à média sueca.
É de salientar a utilização generalizada por 77% da população de uma rede de transportes públicos eficiente, confiável e funcional que, adicionalmente, possui emissões relativamente baixas, já que muitos veículos utilizam combustíveis renováveis.
Estocolmo possui, ainda, 760 km de ciclovias e cobra pedágio dos veículos para evitar os congestionamentos no centro da cidade durante o dia. O imposto permitiu reduzir o tráfego em 20%, diminuir as emissões em cerca de 30 mil toneladas de CO2 e, consequentemente, aumentar a qualidade do ar entre 2% e 10%.
As áreas residenciais em construção na cidade possuem altos padrões ambientais. Entre os novos projetos, destaca-se o Stockholm Royal Seaport, um empreendimento modelo de planificação urbana sustentável, em construção numa zona de terrenos industriais abandonados, que prevê estar totalmente livre de combustíveis fosseis em 2030.
A cidade dispõe também de um excelente sistema de tratamento de resíduos que utiliza métodos inovadores como o transporte por vácuo dos resíduos sólidos. Dos resíduos produzidos na cidade, cerca de 25% é reciclado, 73,5% é recuperado para o aquecimento urbano através da incineração e 1,5% recebe tratamento biológico. Em suma, um grande exemplo a ser seguido.
Atento aos desafios impostos pelas mudanças climáticas, o escritório de arquitetura russo Remistudio desenvolveu o Ark Hotel. Muito apropriadamente chamada de “A arca” a estrutura futurista pode ser erguida tanto em terra firme quanto sobre a água. Com 30 metros de altura, o edifício possui 14 mil m²de construção distribuídos por quatro andares.
Quando em terra firme, o edifício pode ser construído em lugares de grande incidência de terremotos, graças à sua estrutura com cabos de aço. Sobre a água, o mecanismo que permite o hotel flutuar está na parte de baixo do prédio. Trata-se de uma estrutura em forma de casco, formada por cabos de aço e arcos de madeira comprimidos.
Em entrevista à revista alemã Der Spiegel, o arquiteto Alexander Remizov conta que o Ark Hotel pode ser construído em quatro meses e que foi desenvolvido para o concurso “Architecture for disaster relief” , promovido pela União Internacional dos Arquitetos.
O edifício possuiu uma central energética que transforma energia térmica em energia elétrica e também conta com placas fotovoltaicas que alimentam todo o sistema. Além disso, uma pele transparente de etileno tetrafluoretileno (material mais leve que o vidro) veste todo o prédio, permitindo maior aproveitamento da luz natural.
A cobertura é fixada na estrutura por perfis metálicos especiais, que também funcionam como coletores solares para o aquecimento da água da chuva.
O Ark Hotel possui quartos distribuídos por quatro andares e um jardim interno com uma biosfera tipo estufa povoada por animais e uma flora diversificada, de acordo com as características do local onde o projeto será instalado.
A produção de concreto de alta resistência, com menor impacto ambiental e, custo reduzido acaba de ser obtida em uma pesquisa desenvolvida na Escola de Engenharia de São Carlos da USP.
“A pesquisa teve como objetivo buscar tecnologia que possibilitasse a produção de um concreto autoadensável (que não precisa ser vibrado na obra) com baixo consumo de cimento, e de alta resistência”, conta o engenheiro civil e autor do estudo Tobias Pereira. A pesquisa teve a orientação do professor Jefferson Libório, chefe do Laboratório de Materiais Avançados à Base de Cimento (LMABC) do Departamento de Engenharia de Estruturas.
O engenheiro utilizou modelos teóricos e práticos de distribuição granulométrica dos tamanhos de partículas para a composição do concreto, além de um aditivo superplastificante que permite que o concreto se torne mais fluido sem adicionar muita água, e de adições minerais.
Em geral, a utilização de altas quantidades de cimento ocorre pela necessidade de alta resistência do concreto. Porém, quanto mais cimento é adicionado à mistura, maiores são as chances de o concreto fissurar.
Outro problema provocado pelo uso do cimento em altas porcentagens é ambiental, já que atribui à produção de concreto a característica de vilã ambiental e de grande emissora de CO2.
O pesquisador explica que, “a intenção era produzir um concreto que utilizasse apenas 350 quilos por metro cúbico (kg/m³) do cimento Portland, bem menos do que os 500 Kg/m³ de um concreto tradicional. Mas os resultados encontrados foram até melhores, porque mais baixos, chegaram a apenas 325 kg/m³.”
Esta redução na quantidade de cimento sinaliza a possibilidade da diminuição da produção de cimento e, consequentemente, a diminuição de emissão de CO2 e menor impacto ambiental, além do barateamento da produção.
Com informações da Agência USP
Um escritório de arquitetura da Suíça elaborou um projeto ousado que, se executado, vai acrescentar mais beleza à cidade do Rio de Janeiro, em comemoração aos Jogos Olímpicos de 2016.
Trata-se de uma estrutura vertical, localizada na ilha de Cotonduba, na entrada da Baia da Guanabara, que, além de ter a função de torre de observação, pretende se tornar um símbolo de boas-vindas para quem chegar ao Rio de Janeiro por via aérea ou marítima.
Projetada pelo escritório RAFAA, a estrutura denominada Solar City Tower foi concebida de forma a permitir o aproveitamento da energia solar diurna através de painés localizados ao nível do solo. A torre será equipada com um sistema que permitirá o aproveitamento da energia excessiva produzida para bombear água do mar pelo interior da torre, produzindo um efeito de queda de água no exterior. Esta água é simultaneamente reaproveitada através de turbinas com o objetivo de produzir energia durante o período noturno.
Além de marco arquitetônico sustentável, a Solar City Tower engloba ainda outras funcionalidades. Anfiteatro, auditório, cafetaria e lojas são acessíveis no piso térreo. A partir desse pavimento se chega ao elevador público que conduz os visitantes a vários observatórios. O projeto prevê, ainda, a construção de uma plataforma retrátil para a prática de bungee jumping.
No alto da torre é possível apreciar toda a paisagem que circunda a ilha onde será implementada, bem como a queda d’água gerada por todo o sistema autosuficiente que integra a Solar City.
Os green buildings, são prédios que seguem determinados parâmetros de construção e que têm uma preocupação especial com o ambiente onde estão inseridos. Isso inclui desde o uso mais inteligente dos recursos naturais necessários ao seu funcionamento, até a destinação cuidadosa dos resíduos gerados por essa utilização.
O que começou como uma onda militante por parte dos ecologistas de primeira hora, chegou à mesa dos grandes empresários, que perceberam ser possível adotar as práticas preconizadas para os edifícios verdes e, ainda sim, obter lucro. Isso porque a economia gerada com a redução do consumo de água e de energia elétrica compensava, de longe, os gastos necessários para a conversão dos prédios já existentes ou para a construção de novos prédios exclusivamente projetados para serem mais eficientes.
Novas tecnologias e procedimentos foram então criados para garantir que essas edificações fossem capazes de proporcionar uma excelente qualidade de vida para seus ocupantes e acabaram por disseminar o conceito de prédios verdes.
Há muito tempo os green buildings deixaram de ser uma ficção e tornaram-se da realidade nas grandes metrópoles. A expectativa é a de que, muito em breve, esses prédios sejam uma constante em todas as grandes cidades brasileiras.
Como deve ser um prédio verde?
Os prédios verdes devem seguir diretrizes e determinações rígidas quanto à construção, qualidade do ar, consumo de energia e água, higiene e segurança no ambiente ocupacional, uso de materiais ecologicamente corretos, ergonomia, tratamento dos resíduos sólidos e controle da emissão de poluentes.
Em relação à qualidade do ar, os edifícios devem manter o ar interno sempre em condições salutares. Para tanto, podem ser efetuadas análises do ar circulante e no interior dos dutos de ar condicionado, eliminando ou reduzindo a circulação de gases poluentes ou agentes contaminantes biológicos, por exemplo.
Na área energética, os prédios verdes devem dar preferência a fontes alternativas de energia e contarem com fontes emergenciais que garantam a iluminação em caso de acidentes. O controle do consumo e a busca pela eficiência devem ser absolutos.
A água também é crucial. O desperdício deve ser combatido a todo custo, bem como a garantia da mais alta qualidade da água consumida pelos usuários do edifício deve ser observada a cada instante. Um controle rígido sobre torneiras e válvulas de descarga deve ser exercido.
Aspectos da decoração interior também devem ser levados com consideração, como o uso de materiais certificados e eficientes. Há, também, a preocupação com o mobiliário ergonômico, além da atenção a elementos que possam provocar alergias aos usuários, assim como a redução ou eliminação da emissão de radiação ambiental.
Finalmente, os edifícios verdes precisam ter programas de coleta seletiva de lixo e um gerenciamento de resíduos impecável, que preveja a manutenção de programas que visem educar e orientar os habitantes para essas boas práticas.