Os green buildings, são prédios que seguem determinados parâmetros de construção e que têm uma preocupação especial com o ambiente onde estão inseridos. Isso inclui desde o uso mais inteligente dos recursos naturais necessários ao seu funcionamento, até a destinação cuidadosa dos resíduos gerados por essa utilização.
O que começou como uma onda militante por parte dos ecologistas de primeira hora, chegou à mesa dos grandes empresários, que perceberam ser possível adotar as práticas preconizadas para os edifícios verdes e, ainda sim, obter lucro. Isso porque a economia gerada com a redução do consumo de água e de energia elétrica compensava, de longe, os gastos necessários para a conversão dos prédios já existentes ou para a construção de novos prédios exclusivamente projetados para serem mais eficientes.
Novas tecnologias e procedimentos foram então criados para garantir que essas edificações fossem capazes de proporcionar uma excelente qualidade de vida para seus ocupantes e acabaram por disseminar o conceito de prédios verdes.
Há muito tempo os green buildings deixaram de ser uma ficção e tornaram-se da realidade nas grandes metrópoles. A expectativa é a de que, muito em breve, esses prédios sejam uma constante em todas as grandes cidades brasileiras.
Como deve ser um prédio verde?
Os prédios verdes devem seguir diretrizes e determinações rígidas quanto à construção, qualidade do ar, consumo de energia e água, higiene e segurança no ambiente ocupacional, uso de materiais ecologicamente corretos, ergonomia, tratamento dos resíduos sólidos e controle da emissão de poluentes.
Em relação à qualidade do ar, os edifícios devem manter o ar interno sempre em condições salutares. Para tanto, podem ser efetuadas análises do ar circulante e no interior dos dutos de ar condicionado, eliminando ou reduzindo a circulação de gases poluentes ou agentes contaminantes biológicos, por exemplo.
Na área energética, os prédios verdes devem dar preferência a fontes alternativas de energia e contarem com fontes emergenciais que garantam a iluminação em caso de acidentes. O controle do consumo e a busca pela eficiência devem ser absolutos.
A água também é crucial. O desperdício deve ser combatido a todo custo, bem como a garantia da mais alta qualidade da água consumida pelos usuários do edifício deve ser observada a cada instante. Um controle rígido sobre torneiras e válvulas de descarga deve ser exercido.
Aspectos da decoração interior também devem ser levados com consideração, como o uso de materiais certificados e eficientes. Há, também, a preocupação com o mobiliário ergonômico, além da atenção a elementos que possam provocar alergias aos usuários, assim como a redução ou eliminação da emissão de radiação ambiental.
Finalmente, os edifícios verdes precisam ter programas de coleta seletiva de lixo e um gerenciamento de resíduos impecável, que preveja a manutenção de programas que visem educar e orientar os habitantes para essas boas práticas.



