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Torre Solar no Rio de Janeiro

Um escritório de arquitetura da Suíça elaborou um projeto ousado que, se executado, vai acrescentar mais beleza à cidade do Rio de Janeiro, em comemoração aos Jogos Olímpicos de 2016.
Trata-se de uma estrutura vertical, localizada na ilha de Cotonduba, na entrada da Baia da Guanabara, que, além de ter a função de torre de observação, pretende se tornar um símbolo de boas-vindas para quem chegar ao Rio de Janeiro por via aérea ou marítima.
Projetada pelo escritório RAFAA, a estrutura denominada Solar City Tower foi concebida de forma a permitir o aproveitamento da energia solar diurna através de painés localizados ao nível do solo. A torre será equipada com um sistema que permitirá o aproveitamento da energia excessiva produzida para bombear água do mar pelo interior da torre, produzindo um efeito de queda de água no exterior. Esta água é simultaneamente reaproveitada através de turbinas com o objetivo de produzir energia durante o período noturno.
Além de marco arquitetônico sustentável, a Solar City Tower engloba ainda outras funcionalidades. Anfiteatro, auditório, cafetaria e lojas são acessíveis no piso térreo. A partir desse pavimento se chega ao elevador público que conduz os visitantes a vários observatórios. O projeto prevê, ainda, a construção de uma plataforma retrátil para a prática de bungee jumping.
No alto da torre é possível apreciar toda a paisagem que circunda a ilha onde será implementada, bem como a queda d’água gerada por todo o sistema autosuficiente que integra a Solar City.
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A Sustentabilidade para interiores

O designer de interiores pode contribuir fortemente para o desenvolvimento da sustentabilidade ao especificar soluções que visem baixo impacto ambiental, salubridade e conforto aos usuários. Isso é crítico, por exemplo, na definição de sistemas naturais e artificiais de ventilação e iluminação, na escolha do mobiliário e de materiais de acabamento.

Muitos associam o projeto de interiores sustentável a técnicas sofisticadas. Mas há premissas básicas que qualquer designer deveria atender, independente da preocupação ambiental. Entre elas destacam-se:
• Otimização energética;
• Racionalização do consumo de água;
• Qualidade do ar adequada e iluminação confortável à realização das atividades;
• Materiais (revestimentos e peças) especificados considerando sua origem, uso e reciclagem;
• Gerenciamento do lixo.

Em um projeto ou reforma de interiores a preocupação com a sustentabilidade deve estar presente desde o início do projeto. Dessa forma, cada peça do mobiliário pode ser executada com materiais de baixo impacto ambiental e o projeto de iluminação pode ser desenvolvido com foco em eficiência energética. Louças e metais sanitários que economizam água podem ser utilizados, entre tantos outros exemplos.

Nesse sentido, algumas soluções para a fabricação dos produtos tendem a ser cada vez melhor aproveitadas pelos profissionais. Esse é o caso de madeiras de manejo sustentável, materiais alternativos, como bambus, cascas de coco para revestimentos, pastilhas feitas com ossos etc.

Sustentabilidade como meta futura

Na década de 1990, países europeus, EUA e Canadá desenvolveram as primeiras metodologias de avaliação ambiental de edifícios para auxiliar o cumprimento de metas ambientais locais estabelecidas a partir da ECO92. Com a difusão dos conceitos de projeto ecológico (Green Design) e de construções verdes (Green Building), as avaliações ambientais se tornaram necessárias para quantificar e qualificar os investimentos e benefícios da construção sustentável.

Os principais sistemas de avaliação internacionais concentram-se exclusivamente na dimensão ambiental da sustentabilidade. Mas é importante ampliar essa visão e estendê-la para a avaliação de sustentabilidade das edificações, contemplando também os aspectos sociais e econômicos relacionados à produção, operação e modificação do ambiente construído.

Histórico

O primeiro método de avaliação ambiental de edificações foi criado no Reino Unido, em 1990. O BREEAM (BRE Environmental Assessment Method), como ficou conhecido, embasou vários sistemas orientados para o mercado, como o LEED (Leadership in Energy and Environmental Design) elaborado por membros do USGBC (United States GreenBuilding Council) em 1999 e o CASBEE (Comprehensive Assessment System for Building Environmental Efficiency) apresentado em 2002 pela Japan Sustainability Building Consortium (JSBC).

Entre os métodos orientados à pesquisa metodológica estão o BEPAC (Building Environmental Performance Assessment Criteria), de 1993, e seu sucessor, o GBC (Green Building Challenge), desenvolvido por um consórcio internacional iniciado pelo Canadá em 1996.

O Green Building Challenge deu origem ao GBTool (Green Building Assessment Tool), que se caracteriza por possibilitar a adequação às prioridades e especificidades regionais. Esse sistema recebe contribuições de grupos de trabalho de diversos países, incluindo o Brasil, o que lhe confere uma feição internacional.

Em geral, os métodos para avaliação de sustentabilidade de ambientes construídos são baseados em indicadores quantitativos e qualitativos definidos e mensurados em função do entendimento de desenvolvimento sustentável e do papel do ambiente construído neste contexto. Consequentemente, a diversidade de métodos propostos reflete estas diferentes interpretações, acentuadas ainda pelas especificidades regionais, particularizando valores e relevância do que deve ser mensurado.

Certificação no Brasil

Atualmente, há dois sistemas de avaliação com possibilidades de certificação no Brasil. Um deles é o AQUA (Alta Qualidade Ambiental), definido como um processo de gestão de projeto que visa obter a qualidade ambiental de um empreendimento novo ou de uma reabilitação. O AQUA é derivado da versão francesa HDE (Association Haute Qualite Environnementale).

Para o AQUA, a obtenção do desempenho ambiental de uma construção envolve tanto uma vertente de gestão ambiental quanto uma de natureza arquitetônica e técnica. Um dos métodos mais confiáveis para tanto é se apoiar numa organização eficaz e rigorosa do empreendimento. Esta é a razão pela qual o referencial técnico de certificação estrutura-se em dois instrumentos, permitindo avaliar os desempenhos alcançados com relação aos dois elementos que estruturam esta certificação:

1 - Sistema de Gestão do Empreendimento (SGE) - avalia o sistema de gestão ambiental implementado pelo empreendedor. A implementação do Sistema de Gestão do Empreendimento permite definir a Qualidade Ambiental visada para o edifício e organizar o empreendimento para atingi-la. Concomitantemente, permite controlar o conjunto dos processos operacionais relacionados às fases de programa, concepção e realização da construção.

2 - Qualidade Ambiental do Edifício (QAE) - avalia o desempenho arquitetônico e técnico da construção. A avaliação da QAE é o processo que permite verificar, em diferentes fases do empreendimento, que o perfil ambiental visado seja atingido. Para isso, convém confrontar as características do empreendimento com as exigências do método aplicável ao perfil visado. A avaliação da QAE consiste, assim, em se assegurar que as características do empreendimento atendem aos seus critérios de avaliação.

Patrocinado pelo Green Building Council Brasil, outro sistema de avaliação aplicado no Brasil é a certificação LEED® (Leadership in Energy and Environmental Design®) adaptada à realidade brasileira.

Fonte: Construção Sustentável - Potencialidades e Desafios para o Desenvolvimento Sustentável na Construção Civil – Sinduscon-PE (2008).

20 Dicas Sustentáveis

1) Economize água. Seja breve no banho, feche a torneira enquanto escova os dentes e prefira varrer a calçada ou o quintal em vez de lavá-los. Quando a lavagem for inevitável, deixe a mangueira de lado e utilize um balde, preferencialmente com água reutilizada da lavagem de roupas.

2) Economize energia. Nunca deixe as luzes acessas nos ambientes vazios. Prefira, sempre que puder, a luz natural. Opte por eletrodomésticos que economizem energia e que tenham algum selo sustentável, como o do Procel.

3) Desligue os eletrodomésticos da tomada quando não estiverem em uso. Dessa forma evita-se que os equipamentos permaneçam em modo "standby" que, diferente do que muitos pensam, consome energia.

4) Reprograme o seu computador para “hibernar” sozinho, ou seja, para que desligue automaticamente após um tempo sem ser utilizado!

5) Separe o lixo reciclável, como plástico, metal, vidro e papel, do lixo orgânico. Dedique atenção especial aos materiais poluentes, como lâmpadas com mercúrio, pilhas ou baterias usadas, que não devem ser misturados ao lixo comum. Jamais jogue o óleo de cozinha na pia.

6) Certifique-se da procedência da madeira. Ao construir um imóvel ou comprar móveis de madeira, procure saber a origem da matéria-prima. Prefira madeira certificada com o selo FSC e oriunda de florestas de manejo sustentável.

7) Tenha uma horta em casa. Além de permitir o consumo de hortaliças frescas na quantidade necessária para uma alimentação diária saudável, essa prática evita o desperdício comumente causado quando compramos mais do que utilizamos.

8) Utilize sacolas retornáveis para carregar suas compras. Elas são práticas e não são nocivas ao meio ambiente como as sacolas de plástico, que levam mais de 100 anos para se decompor.

9) Recuse embalagens em excesso e dê preferência às recicláveis sempre que puder! A energia utilizada na fabricação de uma lata de refrigerante é a mesma para manter a TV ligada por quase 200 horas!

10) Coma de quatro a cinco vezes no dia. Fazendo refeições leves e equilibradas, você leva seu organismo a queimar gorduras, além de conseguir controlar o apetite.

11) Coma devagar prestando atenção ao alimento que consome. Mastigue bem e lentamente para sentir a textura e o sabor de cada alimento. Dessa forma você aciona o centro de saciedade, satisfazendo sua fome com quantidades menores!

12) Prefira alimentos de qualidade e saudáveis. Os orgânicos são mais saborosos e livres de pesticidas convencionais e fertilizantes artificiais que comprometem o meio ambiente!

13) Cascas, sementes, folhas e talos de frutas, legumes e verduras podem ser utilizados em receitas nutritivas e simples, como bolos e tortas. Além disso, o consumo desses alimentos reduz a quantidade diária de lixo doméstico!

14) Movimente-se. Caminhar três vezes por semana irá ajudá-lo a ter uma vida mais saudável!

15) Compartilhe caronas! Quando um veículo é utilizado apenas por quem dirige, o preço é muito alto para o meio ambiente!

16) Se for trocar de carro, opte por um modelo com o motor menos potente e que seja bi-combustível. Abasteça-o sempre que possível com álcool, que é um combustível menos poluidor.

17) Use mais transportes coletivos! Em alguns casos, é possível chegar mais rápido ao destino indo de metrô ou pelos corredores de ônibus. Se a distância for curta, vá a pé ou de bicicleta.

18) Reutilize papéis. Toda folha tem dois lados que podem servir para anotações ou para imprimir materiais de leitura.

19) Imprima só o estritamente necessário e dê preferência às tintas menos agressivas ao meio ambiente! Lembre-se que para imprimir qualquer documento ou e-mail, você irá utilizar energia elétrica e matéria-prima oriunda das árvores!

20) Não jogue lixo no chão, nem nas ruas, nem nas praias! A diminuição de enchentes, deslizamentos e extinção de vidas marinhas depende desta atitude consciente!

O PLANETA AGRADECE!

Parabéns São Paulo - 458 anos

Edifícios Verdes

Os green buildings, são prédios que seguem determinados parâmetros de construção e que têm uma preocupação especial com o ambiente onde estão inseridos. Isso inclui desde o uso mais inteligente dos recursos naturais necessários ao seu funcionamento, até a destinação cuidadosa dos resíduos gerados por essa utilização.

O que começou como uma onda militante por parte dos ecologistas de primeira hora, chegou à mesa dos grandes empresários, que perceberam ser possível adotar as práticas preconizadas para os edifícios verdes e, ainda sim, obter lucro. Isso porque a economia gerada com a redução do consumo de água e de energia elétrica compensava, de longe, os gastos necessários para a conversão dos prédios já existentes ou para a construção de novos prédios exclusivamente projetados para serem mais eficientes.

Novas tecnologias e procedimentos foram então criados para garantir que essas edificações fossem capazes de proporcionar uma excelente qualidade de vida para seus ocupantes e acabaram por disseminar o conceito de prédios verdes.

Há muito tempo os green buildings deixaram de ser uma ficção e tornaram-se da realidade nas grandes metrópoles. A expectativa é a de que, muito em breve, esses prédios sejam uma constante em todas as grandes cidades brasileiras.

Como deve ser um prédio verde?

Os prédios verdes devem seguir diretrizes e determinações rígidas quanto à construção, qualidade do ar, consumo de energia e água, higiene e segurança no ambiente ocupacional, uso de materiais ecologicamente corretos, ergonomia, tratamento dos resíduos sólidos e controle da emissão de poluentes.

Em relação à qualidade do ar, os edifícios devem manter o ar interno sempre em condições salutares. Para tanto, podem ser efetuadas análises do ar circulante e no interior dos dutos de ar condicionado, eliminando ou reduzindo a circulação de gases poluentes ou agentes contaminantes biológicos, por exemplo.

Na área energética, os prédios verdes devem dar preferência a fontes alternativas de energia e contarem com fontes emergenciais que garantam a iluminação em caso de acidentes. O controle do consumo e a busca pela eficiência devem ser absolutos.
A água também é crucial. O desperdício deve ser combatido a todo custo, bem como a garantia da mais alta qualidade da água consumida pelos usuários do edifício deve ser observada a cada instante. Um controle rígido sobre torneiras e válvulas de descarga deve ser exercido.

Aspectos da decoração interior também devem ser levados com consideração, como o uso de materiais certificados e eficientes. Há, também, a preocupação com o mobiliário ergonômico, além da atenção a elementos que possam provocar alergias aos usuários, assim como a redução ou eliminação da emissão de radiação ambiental.

Finalmente, os edifícios verdes precisam ter programas de coleta seletiva de lixo e um gerenciamento de resíduos impecável, que preveja a manutenção de programas que visem educar e orientar os habitantes para essas boas práticas.

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